Supermercados vão apresentar dados ao Ministério Público

16/09/2020
09:39:52

Durante o Programa “Linha Direta” desta quarta-feira, 16 de setembro, o Consultor e Gestor Financeiro, representante da Associação Sergipana de Supermercados (Ases) explicou sobre o que estaria ocorrendo com o aumento de preços da cesta básica. Nos últimos dias, consumidores vem reclamando do aumento repentino do arroz, óleo, carne, leite, feijão, entre outros produtos.

Para o representante dos supermercados, a preocupação não é apenas do Ministério Público ou dos Procons Sergipe e Aracaju. “Agradecemos a estes órgãos por acompanahr o nosso dia a dia, pois os supermercados também sentem o impacto deste reajuste de preços. Lembramos que somos uma ponta de um sistema que começa no produtor”, explicou.

Segundo Manoel Costa, de quando um produto é extraído até chegar à mesa do consumidor, existe um percurso que vai colocando um valor. “Colocamos o exemplo do arroz, que vem da produção no campo, vai para estocagem, passa pelo atravessador, vem transporte até chegar, a depender, no atacado e no varejo. Ai quando o comprador vê o valor pode até reclamar apenas do supermercado. Por isso estamos aproveitando para mostrar que não é apenas o nosso lado que tem a culpa da alta dos preços. Tem todo uma engrenagem por trás”, destacou.

Com relação a parte operacional de empresas, o gestor da Ases informou que muitos supermercados de pequeno porte fecham as portas por falta de cautela com a despesa operacional. “Este é o valor agregado que mantém um supermercado funcionando. Para termos uma ideia, cerca de 25% do que é vendido em uma loja serve para manter o estabelecimento. Já o faturamento fica em torno de 12 a 20 %”, afirmou Manoel.

Questionado sobre o que o Ministério Público do Estado pediu deles, o representante dos supermercados disse que foi dado um prazo para que seja entregue notas para comprovar os valores dos produtos que foram adquiridos para a comercialização para o consumidor. Também eles deverão manter informados a promotoria de Defesa do Consumidor sobre o estoque dos produtos. “Até esta quinta-feira devemos entregar esta documentação a Dra. Euza Missano para que toda a sociedade possa ver com transparência sobre essa questão dos produtos da cesta básica”, comentou.    

No inicio da pandemia da covid-19, muitos consumidores chegaram a estocar alimentos, o que provocou uma preocupação sobre a falta de produtos. Para o consultor, isso não será problema, mas é preciso que as pessoas tenham consciência do momento. “Também é intenção do Ministério Público de fazer esse controle. Só assim não faltará produtos para a sociedade”, lembrou Manoel Costa.

Por Rozendo Aragão