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23/07/2015

9. Anedotário do Rádio

A luta livre teve muita aceitação na década de 70, em Aracaju. Dois radialistas se destacaram como empresários desses lutadores: Silva Lima e Cadmo Nascimento. O esporte contagiou a sociedade da Capital, a tal ponto, que as emissoras de rádio promoviam as lutas e transmitiam ao vivo, através das suas equipes esportivas. A rádio Liberdade se destacou nas transmissões do referido esporte. Silva Lima era o narrador principal dessas lutas que se realizavam na quadra do Clube do Trabalhador, com ingresso pago. A torcida era grande. Numa dessas lutas, envolvendo os lutadores Tatuzinho e Fidelão, Silva Lima foi transmitir, levando consigo Antônio Barbosa, iniciante na profissão, para fazer as complementações e alguns comentários durante a transmissão. O ringue foi armado no centro da quadra do clube, e a reportagem ficou embaixo, do lado direito do tablado, cercado de cordas, seguras por pequenas peças de madeira. Em certo momento da luta, Fidelão coloca um esquerdo certeiro em Tatuzinho, que ele roda no ringue, atinge as cordas e cai em pé na quadra. A torcida delirava... barulho ensurdecedor. Silva Lima então aciona o Barbosa para descrever o lance que tanta vibração estava fazendo no público. Barbosa, atingido também pelo calor da torcida inicia a descrever o lance. Lima... foi um golpe de mestre. Fidelão, esperou o momento oportuno, sacou da esquerda. Tatuzinho bateu nas cordas, quebrou o pau e caiu na quadra. Lima então querendo reparar a frase do Barbosa disse: Ou Barbosa, estamos aqui diante de um microfone de rádio, tenha cuidado maninho, com o português. Barbosa indaga a Lima: Cadê o Português Lima que eu quero entrevistá-lo?

 

 Certa feita, no Adolfo Rolemberg jogavam pelo campeonato de amadores, o Palestra de Zé dos queijos e o Atlético de Cobrinha. No estádio, a platéia não contava com 30 torcedores. No início do segundo tempo, Silva Lima dá a primeira oportunidade ao garoto que começava e que tinha fome de microfone, João Batista Santana. Antes de passar o comando da transmissão para o João, Silva Lima saiu com essa: Eta joguinho de bola amuado e enfadonho, sem motivação. Eu vou é tomar meu guaraná com bolachão, pois locutor que se preza, não narra uma pelada dessas. João Batista transmita isso aqui meu filho, pois essa pendenga não é para locutor de destaque. E João, debaixo de sua humildade, empunhou o microfone da Liberdade e narrou com uma vibração fora do comum o jogo até o fim. Terminada a narração, Silva Lima retoma o microfone e diz: atenção Sergipe, está descoberto o mais novo narrador esportivo do rádio Sergipano. João sorridente, talvez não se importou mais com o incidente inicial. Era todo felicidade. O Silva Lima marcou sua passagem pelo rádio sergipano, como inventor de frases como: quase que eu via a princesa nua, usada quando a bola perigava na zona da trave.

 

O setor esportivo sempre se destacou pela qualidade de seus integrantes. Os plantonistas, por exemplo, sempre se esmeraram para oferecer ao ouvinte o máximo de informações possíveis e quando a notícia não pintava com quantidade esperada, esses profissionais criavam a fim de que a sua participação na jornada fosse marcante. Em determinada ocasião, jogavam no Baptistão, Confiança e Sergipe, pelo campeonato estadual, jogo este narrado por José Eugênio de Jesus, devido à falta do locutor escalado para tal. No plantão, nos estúdios da Difusora, o veterano, Jailton Oliveira. A noite estava difícil. Nenhuma notícia esportiva para o plantão informar. Não havia nenhum jogo no país, naquela noite. Jailton, impaciente, pois já se desenrolava o segundo tempo e nenhuma participação do plantão que tinha o patrocínio da Comase, - Companhia Agrícola de Sergipe. A esta altura da partida, o Confiança vencia o Sergipe, time de José Eugênio, pelo placar de 1 tento a zero. Jailton coloca no ar a vinheta do plantão e José Eugênio passa a palavra para o estúdio a fim de que a informação fosse dada. Após a vinheta José Eugênio anunciou: vai informar o plantão Difusora, é com você Jailton. Ok Eugênio... informa o plantão da Comase; Aí no Baptistão, Confiança Um , Sergipe Zero...informou a Comase. É com você Eugênio. Sim mamãe, é essa a informação?

 

Narciso Machado, chefe da equipe esportiva da Jornal, narrava futebol numa rapidez incrível. Em várias oportunidades, a narração era tão veloz que o radiouvinte só entendia mesmo era o grito do gol, pois tudo que antecedia a narração da finalização não tinha condições de ser decifrado. Quem o alertava sobre isso dizia: o importante é o grito do gol, o resto é bobagem.


Fonte/Autor: Jornalista Jairo Alves de Almeida

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