64,00%


Ajude - nos!
Faça o seu depósito no
              Banese - Ag. 051 
              C.C: 03/100.111-9
Faltam4 dias
Peça sua Oração
Peça sua Música
Reclamações

Notícias

24/07/2015

8. Quando o Rádio sergipano surgiu os alto-falantes

Quando o Rádio sergipano surgiu, Aracaju era bem servida pelas empresas de publicidade existentes em quase todos os bairros. Os alto-falantes eram colocados de maneira estratégica, objetivando levar o som, ao mais distante ponto. As mais tradicionais: Tamandaré, do Vereador Milton Santos, localizada na rua Divina Pastora, 655; Iara, no Bairro Santo Antonio, de propriedade de Mirom, e, a Voz do Comércio, no bairro São José, coordenada por Hamilton Luduvice. Mesmo com o advento da Rádio Aperipê, em 1939, as empresas conseguiram chegar à década de 80. Mantinham uma programação variada desde a música, notícias, e, até crônicas, geralmente apresentadas de improviso. Escolhia-se um tema e o locutor desenvolvia, levando às lágrimas, muitos ouvintes. Na empresa Iara, o comunicador Tapajós, que mais tarde passou a trabalhar na rádio Difusora, apresentava diariamente “O tema da noite”. Extraía-se um enredo de uma música, geralmente romântica. Com o BG da música tema, era elaborada a crônica. A Tamandaré mantinha a Crônica da Ave-Maria e programas de auditório. Nomes como Augusto Calheiros, Ângela Maria e outros, estiveram na empresa se apresentando. Os programas de oferecimento musical eram o forte da programação. A Tamandaré funcionava diariamente das 10 às 13 horas e das 17h30 às 22h. Profissionais como Jailton Oliveira, Álvaro Macedo, Juarez Getirana e muitos outros, foram para o rádio depois de se formarem nessas empresas.

 

A Voz do Comércio marcou época no Aracaju nas décadas de 50 e 60. Hamilton Luduvice era muito requisitado para cobrir solenidades no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Possuía uma equipe volante com amplificador e projetores de som, que levavam o clima das solenidades para as ruas mais próximas do auditório. Sua empresa mantinha alguma publicidade. Diversos comícios de vários partidos políticos, nos bairros de Aracaju, foram transmitidos pela empresa do Luduvice. Além de locutor, era técnico, programador e carregador. Fazia questão de levar o equipamento para a solenidade, montar e desmontar. A esses pioneiros, o reconhecimento do rádio. A empresa Tamandaré possuía quatro projetores de som: um em frente ao estúdio; outro na esquina de Lagarto com Divina Pastora; um terceiro, na rua Siriri, na esquina de São Cristóvão. Cobria todo o Bairro Getúlio Vargas. O amplificador que a empresa usava era da marca Sedam, importado. Era o lazer da comunidade. Com a chegada do rádio e com as facilidades para a compra do receptor, as empresas foram se tornando desnecessárias e até inconvenientes, pois quando entravam no ar, prejudicavam sensivelmente a escuta do rádio. Elas foram sendo empurradas para os bairros mais afastados do centro da capital, justamente aqueles onde a população pobre, não tinha condições de adquirir um receptor. Dos bairros, as empresas foram deslocadas para o interior, onde ainda hoje se encontram. Com a chegada do rádio, Sergipe passou a ser mais conhecido, pois figuras políticas, personalidades e artistas, constantemente estavam por aqui.

 

Na inauguração das novas instalações da Difusora, no prédio anexo ao Palácio Serigy, em 1944, no governo de Maynard Gomes, o Estado foi visitado pelo Coronel Costa Neto, Diretor geral da Rádio Nacional do Rio de Janeiro; os Jornalistas Danton Jobim, Mário Correia, José Augusto Sobrinho Macedo Soares, André Cxarpadoni – redator chefe do jornal A Noite, do Rio de Janeiro, e, outros nomes de expressão nacional. A Rádio Aperipê nasceu com este nome, numa homenagem a um dos três caciques que aqui habitavam no início da colonização. No governo de Maynard Gomes, alguns intelectuais, dentre eles, Severino Uchoa e Ephifânio Dória, achavam que era uma homenagem desnecessária. O governador para não desagradar a essa ala da cultura, quando transfere os estúdios do Instituto Histórico para o Palácio Serigy, dá o nome a emissora Oficial de Difusora, o qual permaneceu até a década de 80, quando o governador João Alves Filho, cria a Fundação Aperipê, englobando TV, Rádios AM e FM. Para alguns historiadores, a mudança de nome se deve a problemas políticos. Maynard não se afinava com Eronides, o fundador da Rádio. Queria deixar sua marca profunda, trocando o nome da estação. Depoimentos de pessoas que viveram o momento dão conta que a troca de nome foi motivada pela insatisfação de boa parte da intelectualidade da época.

 


Fonte/Autor: Jornalista Jairo Alves de Almeida

Deixe seu Comentário

Ainda não há comentários, seja o primeiro a comentar.

Seu Nome:

Seu E-mail:  (Não será divulgado)

Comentários:
   Página de 3     ( Total de Registros: 28 )

 

 
© Copyright 2009  Rádio Cultura de Sergipe
Rua Simão Dias, 643  Centro · Aracaju/SE
(79) 3226-8710 · 3226-8704 · 3226-8700  |  cultura@cultura670.com.br
 
 
 
Desenvolvido por Forma&Cor - Comunicação e Design