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27/07/2015

5. O Rádio em Sergipe

A rádio inicia suas transmissões com uma programação que se iniciava às 17h30 e terminava por volta das 23h30. O Chefe do Departamento onde a rádio foi inserida era João Marques Guimarães que mais tarde veio a ser um dos bons locutores da pioneira. O nome Aperipê foi escolhido pelo próprio interventor que nutria uma simpatia histórica pelos Caciques que aqui habitaram nos primórdios de Sergipe (Surubi,Aperipê e Serigy). No governo de Augusto Maynard, que sucedeu ao de Eronides, o Departamento passou a ser chefiado por Luiz Pereira. Maynard Gomes muda o nome da rádio de Aperipê para Difusora e transfere os estúdios do Instituto Histórico para o Palácio Serigy.

 

Pioneiros que participaram do primeiro momento da rádio: Carlos Simas, Evandro Santos(técnico),Antônio Martins Fontes, José Augusto Ferraz Álvares(eletricista e montador da torre), Tenissom Vicente dos Santos e Eronildes dos Santos. Na parte artística citamos João Alves Bezerra, José Raimundo Silva, Alfredo Gomes, José Bonifácio Fortes, João Ribeiro do Bomfim, José Almeida, José Carvalho, Jairo Amaral, João Melo, Carnera e regional, Seu Oscar, João Lopes, Neuza Pães, Guaraci Leite França, Macepa, Paranhos, Pinduca e sua rádio orquestra e o baterista Bissestino. Os programas de calouros surgiram logo graças ao patrocínio do Laboratório Phos-Kola e do vinho Guaracy.

 

Esses anunciantes tinham uma verba mensal para a rádio de vinte mil réis. Mais tarde outros anunciantes se somaram no apoio: Café Império-de Augusto Barreto, Café Aragipe de Theódulo Cruz, Sulamericano de Paulo Silva, casa Aurora, Dernier-Cry, P. Franco e CIA, A Fonseca, Lojas Neire, A Moda, Nelson Martins, Hotel Marosi, Banco de Crédito Sergipense, Banco Dantas Freire, etc. Esses e outros anunciantes sustentavam os programas de auditório, inicialmente da Aperipê (Difusora), e depois, das demais emissoras que foram surgindo.

 

O povo prestigiava de tal maneira que nos fins de semana existiam dois a três programas. Os programas sertanejos, com apresentação ao vivo de sanfoneiros e cantores, enchiam diariamente pela manhã o auditório da Difusora, no Palácio Serigy. Josa o vaqueiro do sertão, às oito horas, comandava o seu programa. Já no Domingo pela manhã, o Matinal dos Brotos, com Fernando Oliveira e a noite, Domingo em festival, com Luís Trindade, eram prestigiados pelo público que superlotava o auditório. Farta distribuição de brindes entre os assistentes.

 

Na portaria era distribuída senha numerada que dava direito aos sorteios durante os programas. Fubá de milho, vinagre, café, corte de tecidos, garrafas de vinho, doces, eram os brindes mais comuns sorteados. Era uma vibração fora do comum quando alguém tinha nas mãos um tíquete sorteado pelo apresentador do programa. Eu mesmo ainda garoto, fui sorteado no programa Matinal dos Brotos. Ganhei um quilo de Fubá de milho Garça. Que alegria teve o menino. Fui receber lá na frente do palco e quando voltei não fui mais para a cadeira onde me encontrava. Desci as escadas da rádio e fui correndo para casa mostrar o presente que tinha ganhado.


Fonte/Autor: Jornalista Jairo Alves de Almeida

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