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28/07/2015

4. Registro aqui, o pioneirismo do Professor Roquete Pinto

Antes de 1939, Sergipe se comunicava através de pequenos periódicos que circulavam na Capital e interior do Estado. Pequenas folhas diárias, a maioria, semanal, que informavam aos sergipanos, geralmente com atraso, o que ocorria no Brasil e no mundo.

 

Paralelamente a essa informação dos periódicos, o telégrafo se constituía na fonte de informação mais rápida que a comunidade dispunha. Outra grande fonte de informação dos sergipanos: as estações de rádio do Recife (Rádio Clube de Pernambuco), ou as emissoras do Rio de Janeiro, que eram sintonizadas muito bem, nos poucos receptores que aqui existiam. Um dos locais de concentração popular para se ouvir rádio em Aracaju era a residência de um Pernambucano, localizada nas proximidades do morro do Bomfim, prédio que abriga hoje a FAESE – Federação dos Agricultores de Sergipe.

 

O Rádio surge no Brasil em 1922, nas comemorações do centenário da Independência. Registro aqui, o pioneirismo do Professor Roquete Pinto, que via no rádio, a oportunidade de levar a cultura e a educação, a um maior número de brasileiros. Dezessete anos depois, Sergipe ganha a primeira emissora: Rádio Aperipê. Nasceu vinculada ao Estado. Mas esse não foi o pensamento inicial dos pioneiros. A exemplo do que ocorreu com a nossa primeira televisão, que chegou a Sergipe na década de 70 , um grupo de sonhadores se uniu no final da década de 30, com o propósito de dotar o Estado com o que havia de mais moderno na comunicação de massa: uma emissora de radiodifusão.

 

O comerciante João Andrade, da casa O Preço Fixo, tem a ideia de lançar títulos de sócios com a finalidade de arrecadar fundos e comprar equipamentos. O fabricante de equipamentos para radiodifusão, Baytom, envia um emissário a Sergipe, para contatar com os pioneiros do rádio, no sentido de viabilizar o sonho de se ter uma emissora. Quatro meses depois da visita do representante americano, todo o equipamento, transmissor, mesa de som, antena e todo o material da rádio chegaram de navio e foi para o depósito do Trapiche Lima. Os meses se passaram e o dinheiro para saldar a dívida com o fornecedor dos equipamentos não era suficiente. A fábrica já acenava retomar todo o material enviado, embarcando de volta ao Rio de Janeiro.

 

Durante o Estado Novo, foi criado no âmbito federal o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda, tendo como Diretor, o Sergipano Lourival Fontes. Nessa época, existia no Palácio do governo de Sergipe, uma estação radiotelegráfica de prefixo – PYD2. Era a comunicação oficial do Estado com os principais pontos do país. Eronides Carvalho, interventor Federal, resolve transformar esse veículo oficial em fonia, criando um programa de divulgação de seu governo denominado de a Voz de Sergipe, transmitido diariamente direto do Palácio, relatando ao povo que ouvia nos poucos aparelhos existentes em Aracaju. Quem apresentava o programa oficial era um parente da mulher do governador, funcionário da alfândega, recentemente chegado da capital da República. O governo Federal quando soube das transmissões da rádio irregular, através do DIP, envia telegrama ao governador e ao Juiz Nobre de Lacerda, que representava os interesses da república em Sergipe, dando um prazo de 24 horas para que aquela programação fosse suspensa. No telegrama, o governo de Getúlio Vargas sugeria a Eronides de Carvalho que criasse uma estação de rádio para transmitir seus programas e não utilizasse uma estação telegráfica para tal. Com esse impasse, o governo estadual partiu logo para uma solução: adquire os equipamentos que estavam armazenados há quase um ano no Trapiche Lima. Dias depois chega a Aracaju o engenheiro Carlos Simas para montar os equipamentos da rádio.

 

Inicialmente os estúdios da emissora funcionaram no próprio parque de transmissão, na rua Maranhão. Depois é transferido para o Instituto Histórico e Geográfico do Estado. Uma linha de som é colocada ligando estúdio (Instituto Histórico) e transmissor (rua Maranhão).

 

Através de decreto-lei 171, de 7 de fevereiro de 1939, o interventor federal cria o Departamento de Propaganda e Divulgação do Estado. Com fins educativos e de propaganda e divulgação da vida do Estado e dos municípios, será mantida em funcionamento, sob a direção do citado Departamento, uma estação de rádio com a denominação de rádio Aperipê de Sergipe.

 

 

Pelo Decreto 4.328, de 30 de junho de 1939, o Presidente da República, Getúlio Vargas, assina a concessão para a rádio funcionar dentro das normas estabelecidas pelo Ministério da Viação e Obras Públicas. O artigo único do Decreto diz: Fica concedida ao governo do Estado de Sergipe permissão para estabelecer, sem direito a exclusividade, na cidade de Aracaju, no referido Estado, uma estação destinada a executar o serviço de radiodifusão.

 


Fonte/Autor: Jornalista Jairo Alves de Almeida

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