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Aracaju
31/01/2018

Uma Igreja renovada

Renovar a Igreja significa renovar-nos em primeiro lugar. Renovar-nos desde a unidade na diversidade de pensamentos, ideias, modos de ser e de agir.

 

Jesus Cristo veio ao mundo para renová-lo pela força do amor. A sua presença entre os homens trouxe alento e esperança a todos aqueles que esperavam a vinda do Messias prometido nas profecias do Antigo Testamento. Porém, a Luz que brilhou nas trevas não foi compreendida por muitos. Os que não compreenderam a Luz do Verbo de Deus continuaram  nas trevas. Mas, Jesus veio para todos. O Reino de Deus é uma dádiva do Pai, através do Filho, para que todos tenham a chance da salvação.

 

A Igreja que Jesus Cristo ergueu sobre os ombros de Pedro está, agora, em nossos ombros. Se Simão foi feito pedra (Pedro), nos dias de hoje todos nós, homens e mulheres, somos também pedras para continuarmos edificando a Igreja de forma contínua e constante. “Ide pelo mundo inteiro...”, Jesus nos disse. E devemos ir com o coração aquecido pelo fogo do Espírito Santo. Com o coração transbordando de amor, de disponibilidade, de disposição, de compreensão e de respeito pelo próximo.

 

Não se pode falar em vida cristã se a mesma não for alicerçada no amor que Jesus veio nos ensinar. Amor que não se mede em palavras, mas, sim, em gestos concretos, que alcancem os irmãos e as irmãs que conosco já caminham ou que os encontramos no decorrer da caminhada.

 

A Igreja de Jesus Cristo precisa de renovação. Não se trata de mudar os rumos traçados por Jesus, a partir dos Evangelhos. Não se trata de fugir do tripé que dá sustentação à Igreja desde o início do cristianismo. O nosso alicerce vem da Palavra, da Tradição Apostólica e do Magistério da Igreja. Esse tripé é insubstituível. A Igreja se expandiu a partir dessa tríplice manifestação.  A renovação de que a Igreja se ressente começa por nós, filhos e filhas de Deus, que devemos viver em comunhão uns com os outros e com a Santíssima Trindade. Uma comunhão horizontal, que nos une aqui na Terra, e vertical que nos leva à transcendência, que nos faz encontrar Deus no alto dos céus.

 

Renovar a Igreja significa renovar-nos em primeiro lugar. Renovar-nos desde a unidade na diversidade de pensamentos, ideias, modos de ser e de agir. A unidade nos faz caminhar pelo mesmo caminho, mas, cada um com os seus próprios pés. Sem amarras, sem grilhões, mas com respeito uns pelos outros. Quem comanda, não deve mandar sozinho. O verbo comandar quer dizer “mandar com”. Logo, quem está à frente da Igreja ou de algum setor da mesma, seja pastoral ou administrativo, deve conviver com os que lhe cercam. A unidade deve ser sempre uma via de mão dupla. Não basta que uma mão seja estendida. É necessário que a outra mão também se estenda, para que as duas possam se encontrar.

 

Como Bispo, eu sempre tive em mente e de forma muito clara a disposição de conviver fraternalmente com os meus irmãos presbíteros, diáconos, religiosos (as) e leigos. O Bispo não é tão somente e, sobretudo, o que tem a mitra e o báculo. É, sim, o que deve guiar, ensinar, exemplar, dar o primeiro passo, agir no meio de todos com firmeza e com ternura, buscando sempre o equilíbrio entre uma e outra. Ser Bispo não significa pastorear com autoritarismo, mas, com autoridade. Nunca exceder na sua voz de comando. E jamais esmorecer ou negligenciar na sua autoridade episcopal. O Bispo é um irmão, que respeita os irmãos e deve ser respeitado, na mesma medida com que respeita. Para tanto, existem as disposições do Código de Direito Canônico, bem como o voto de obediência proferido por todos os ordenados.

 

Na Igreja particular, a cargo do Bispo, as diversidades e, até mesmo as divergências, devem ser  discutidas  e  analisadas,  a  fim  de  que  se  possa  chegar  a  uma  decisão  unânime  ou  por  maioria.  Isso  quer  dizer  que  a  Igreja também se renova com a disposição para o diálogo franco e sincero. Não poderá haver renovação a partir de subterfúgios,  de  posições  sombrias,  de  atitudes  que  são  tomadas  na  covardia da penumbra e de forma maledicente. A renovação é fruto da luminosidade.

 

Os  irmãos,  que  somos  todos  nós  no  clero  e  no  laicato,  devem  seguir  o  caminho  com  a  dignidade  de  quem  anda  com  firmeza.  Mãos  que  se  estendem,  criam  pontes.  Mãos  que se fecham, erguem muros. A  Igreja  de  Jesus  Cristo,  em  Aracaju  ou  em  qualquer  outro  lugar  do  mundo,  precisa  da  união de todos nós.

 

Renovar  a  Igreja  é  estar  com Jesus. É erguer a sua cruz para  além  dos  conflitos,  das  divergências. É, também, renovar  o  batismo  e  a  ordenação,  no  caso  dos  ordenados.  Renovar  a  Igreja  é,  antes  de  tudo,  renovar-se  interiormente,  em  primeiro lugar.

 

Que  todos  nós  possamos  nos  renovar  e,  assim,  sermos  instrumentos  da  renovação  da  Igreja do Cristo de Deus.


Fonte/Autor: Dom João José Costa, Arcebispo Metropolitano de Aracaju

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