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04/02/2019

Quem nunca experimentou o efeito mágico do Obrigado diante de uma gentileza, de um elogio?

Gentileza em família - Palavrinhas mágicas

Normalmente para ensinar as crianças a falar: Obrigada, com licença e desculpe – os pais costumam chamá-las de palavrinhas mágicas. E elas terminam por se tornarem habituais aos pequenos graças também ao seu imaginário fértil. Mas, existe um fenômeno que ocorre por vezes na maturidade, esquecemos que essas palavras são de fato mágicas. Não no sentido do fantástico, como talvez pensamos na infância. Mágicas pela  rapidez com que preenchem de estima e respeito as relações.

Numa de suas homilias o Papa Francisco defendeu o direito de cidadania dessas palavras em nosso vocabulário familiar “Estas palavras realmente abrem o caminho para viver bem na família, para viver em paz. Trata-se de palavras simples, mas não tão fáceis de pôr em prática! Elas encerram em si uma grande força: o vigor de proteger o lar, até no meio de inúmeras dificuldades e provações; ao contrário, a sua falta gradualmente abre fendas que até o podem fazer ruir.”

Quem nunca experimentou o efeito mágico do Obrigado diante de uma gentileza, de um elogio? Que faz ver como a gratidão é um verdadeiro purificador de ar diante do odor do egoísmo  e da autossuficiência. Ou como um simples “com licença “ escancara as portas do coração, do diálogo, da ternura e livra-nos de atropelarmos os outros. Nessas duas palavras “dizemos você é importante, lhe estimo e respeito”. E quanto mais íntimo e profundo for o amor, tanto mais exigirá o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração. E ainda como um Desculpas, concede-nos novos começos, sem a sombra da culpa e do ressentimento.  Certamente, é uma palavra difícil, e no entanto é deveras necessária. Quando ela falta, pequenas fendas alargam-se — mesmo sem querer — até se tornar fossos profundos.

Diz a famosa frase pintada num viaduto no Rio de Janeiro ” Gentileza gera Gentileza.” Não  tenhamos medo de usá-las, aos poucos elas podem integrar o nosso dialeto familiar. Essas palavras gentis, preservam da agressividade, indiferença do desrespeito e atestam como afirmou o Pontífice que a família vive desta delicadeza do bem-querer.

No romance Terre des hommesAntoine de Saint-Exupéry pôs nos lábios do piloto a exclamação: Oh, o que há de maravilhoso numa casa não é que elas nos abrigue nos conforte, nem que tenha paredes. É que deponha em nós, lentamente, tantas provisões de doçura. Certamente se pedíssemos que ele descreve-se a origem dessas provisões de doçura víssemos enumerados o diálogo, ao lazer, com pitadas generosas de delicadeza do “obrigado”, “desculpa” e “com licença”, adicionados ao fermento da oração que faz tudo crescer e se firmar.

 


Fonte/Autor: Luana Santana - Com Shalom

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