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Brasil
05/01/2018

Janeiro: o que a vida pode esperar de nós no ano que se inicia?

Nossas percepções em Janeiro

 

Terminado o mês de Dezembro e a sua capacidade terapêutica de nos colocar frente a frente com os balanços gerais das nossas vidas (assim como com toneladas de sentimentos e pensamentos que esses balanços provocam), Janeiro, normalmente, começa conjugando duas grandes questões: por um lado, uma espécie de ressaca existencial (produto das profundas reflexões e imersões a que Dezembro nos convida-obriga) e, por outro lado, um misto de autocobrança, ansiedade e questionamentos em relação ao que faremos de nossas vidas. Ao mesmo tempo em que estamos digerindo toda a mobilização afetiva experimentada em Dezembro, passamos, também, a nos ver às voltas com as questões relacionadas ao ano que se inicia.

 

Janeiro carrega, em si, a simbologia daquilo que precisa (ou pede) para ser iniciado – mesmo que reiniciado.

 

Por isso, Janeiro tem cara de domingo à tarde: clima de repercussão de tudo o que vivemos nos últimos dias e apreensão – especialmente à noite – em relação a tudo o que virá pela frente. Tal situação – o mergulho reflexivo e apreensivo que o mês de Janeiro nos possibilita –, por si só é capaz de favorecer a revelação de questões e características relacionadas às condições em que se encontra o nosso psiquismo.

 

 

Janeiro favorece mergulhos introspectivos e reflexões sobre a vida

 

E, por isso, Janeiro pode ser comparado a uma lente capaz de nos ajudar a olhar para nós mesmos. Vejamos um exemplo, considerando que a maior parte das pessoas entra em “férias” durante Janeiro: o que fazer nas férias, trabalhar nas férias, tédio nas férias, raiva do tédio nas férias, medo do tédio, com quem passar as férias, dificuldade em ficar com a família durante as férias, cansaço nas férias, ansiedade pelo fim das férias, desejo de que as férias não acabem nunca ou, ainda, desejo incontrolável de que as férias acabem logo, podem dizer muito sobre aspectos importantes da vida, dos pensamentos e dos sentimentos de uma pessoa.

 

Janeiro propõe começos (e recomeços), propõe planos, perspectivas e preparações. Objetivos. E, para tanto, propõe análises (do passado, do presente e do futuro), propõe estudos, estratégias e recursos. Frente a tantas questões, dificilmente um psiquismo não se sente tentado a olhar para si mesmo e a verificar as suas possibilidades, os seus desejos, os seus limites e os seus potenciais. Janeiro, assim, cheio de circunstâncias, ideias e simbologias, pode ser uma lupa por meio da qual ampliamos, para as nossas próprias considerações, as condições psíquicas e existenciais em que nos encontramos.

 

Exemplos disso não faltam: as férias começaram e não temos disposição psíquica ou condições materiais para aproveitá-las? O que fizemos das nossas vidas até aqui? O tédio e o marasmo dominaram as nossas férias? O que aconteceu conosco? O ano se inicia e o medo de que tudo se repita nos paralisa? O que houve com a nossa capacidade de transformar a realidade? A falta do trabalho está nos deixando deslocados perante os dias e as pessoas? O que aconteceu com as nossas vidas? Viagens, novidades, pessoas e lugares diferentes não nos interessam mais? O que houve com a nossa disposição para a vida? Janeiro tem significado solidão, nada para fazer e ninguém com quem nos relacionarmos? O que fizemos das nossas relações sociais? Não tiramos férias, não descansamos e nem revigoramos, social e profissionalmente, nossos ânimos para o ano que se inicia? O que houve com a nossa capacidade de, minimamente, planejar a nossa própria vida? Um novo ano se abre à nossa frente, dezenas de novas possibilidades estão à espera das nossas iniciativas, mas, estranhamente, não conseguimos nos mobilizar para planejá-las e efetivá-las? O que houve com nossas motivações para a realização de projetos?

 

Desse modo, Janeiro e as suas prováveis questões acabam por nos colocar em contato com as nossas próprias dúvidas, angústias ou dificuldades psíquicas e existenciais. Aniversários também podem fazer isso? Sim. Datas comemorativas, como o Dia das Mães ou o Dia das Crianças também podem nos levar a mergulhos introspectivos e a reflexões sobre as nossas próprias vidas? Sim. Feriados prolongados também? Também. E uma tarde qualquer em que nos pegamos mais sensíveis ou dispostos a avaliar os anos, também pode nos suscitar autoanálises repentinas? Sim, pode. Então, o que é que Janeiro tem de especial?

 

A resposta não é tão complicada assim: Janeiro tem tempo de sobra para nos empurrar à reflexão (31 dias…), tempo recheado de simbolismos e circunstâncias com alto poder de nos convidar à vida (início de ano, todo resto do ano à frente, volta das férias…) e, principalmente, o fato de sabermos que não cabem mais as justificativas que usávamos para postergar novos projetos (como, por exemplo, “está todo mundo muito cansado”, “temos que esperar passar as festas de fim de ano”, “vamos esperar o ano começar e as coisas voltarem ao normal”).

 

Além disso – e como já foi dito -, Janeiro vem depois de uma enxurrada de congraçamentos e confraternizações afetivo-familiares de Dezembro – fenômeno que, por si só, provoca uma intensa e inescapável mobilização de sentimentos-pensamentos que podem deixar muitas pessoas em uma intensa “ressaca” existencial no início do ano (ainda mais em uma sociedade que caminha para a coisificação e a artificialização de todas as suas relações sociais).

 

Sim: Janeiro é uma lupa voltada para nós mesmos e nos oferece uma chance de escaparmos das automatizações comportamentais e intelectuais mecânicas às quais nos submetemos ao longo do ano. Mas… será que aproveitamos bem essa oportunidade?

 

Será que aproveitamos, adequadamente, as oportunidades que Janeiro nos possibilita de pensarmos sobre as nossas vidas?

 

O que a vida pode esperar de nós no ano que se inicia?


Fonte/Autor: http://janeirobranco.com.br/

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